Subúrbios de Vassouras
(Rio de Janeiro) |
Central do
Brasil (n/d-anos 1960) Índice |
Trens ou automotrizes que faziam a linha de subúrbio do município de Vassouras. Originalmente, havia composições (bondes?) que ligavam a estação de Vassouras (também chamada de Cidade de Vassouras) à estação de Barão de Vassouras, na linha do Centro, às margens do rio Paraíba. A partir do final dos anos 1920, começou-se a utilizar litorinas com motores AEG alemães para fazer este percurso, que, em determinadas épocas (final dos anos 1940 até anos 1960, segundo os Guias Levi) chegou a ir até Barão de Juparanã, antiga Desengano. Chegou também a ter até dez horários diários nessa linha. No final dos anos 1960, esses trens desapareceram. Em 1970, a linha foi suprimida. | Percurso:
Vassouras-Barão de Vassouras-Barão de Juparanã,
na Linha Auxiliar Dependendo da época, o percurso era esticado até Barão de Juparanã, utilizando a linha de bitola mista existente na Linha do Centro da EFCB Origem da linha: Vassouras-Barão de Vassouras-1914/8. A linha original aberta pela Cia. Ferro Carril Vassourense ligava as duas cidades, tendo sido aproveitada (ou não) pela Central, que, entre 1914 e 1918, abriu ou encampou a linha para unir o ramal de Governador Portela a Vassouras à linha do Centro em Barão de Vassouras, daí adicionar um terceiro trilho para bitola métrica entre esta estação e Desengano (Barão de Juparanã) e dali seguir por Valença até Jacutinga. Era o ramal de Jacutinga aberto em 1918, entre Governador Portela, na linha Auxiliar, e Santa Rita de Jacutinga, onde encontrava a linha da Barra, da E. F. Oeste de Minas, depois RMV. Em 1970, a linha do ramal de Jacutinga incluindo o tracho do subúrbio foi desativada. |
As
automotrizes citadas acima e que trafegavam na linha foram introduzidas
a partir de 1925 na Central, não se sabendo se nesse mesmo ano
já passaram a ser utilizadas no trecho Vassouras-Barão
de Vassouras. Max Vasconcellos, em seu livro de 1928, Vias brasileiras
de comunicação, já faz referência a elas,
inclusive com fotografias e desenhos da planta dos carros, com 44 lugares.
Supõe-se que seriam os mostrados abaixo os que andavam pela linha,
e seriam provavelmente os mesmos (pelo menos o mesmo tipo) que trafegavam
nos anos 1960 nos subúrbios de Miguel Pereira, na linha Auxiliar.
Agora, que trens faziam o percurso antes das automotrizes... não
tenho idéia. Locomotivas a vapor com carros de madeira é
a hipótese mais provável e quase certa, mas não
obtive provas ou fotos. Em sua
edição de fevereiro de 1930, a revista Eu Sei Tudo
se refere também às litorinas: "Em Portella o
viajante escolhe. Segue para Entre Rios, na composição vinda de Belém,
ou toma novo comboio, de máquina a gasolina, rumo de Vassouras".
1924 ACIMA (esquerda): A automotriz AEG, supostamente utilizada na linha de subúrbios de Vassouras entre os anos 1940 e 1960 (e também nos subúrbios de Miguel Pereira nos anos 1960). Ela era montada no Brasil mas com motor alemão, em atividade na Central do Brasil desde 1925 em outras linhas, inclusive na dos subúrbios de Vassouras (Foto e fonte: José E. Buzelin, Carros Budd no Brasil-vol. 1, Memória do Trem, 2002). ACIMA (direita): Testes com a automotriz na Alemanha em 1924 (O Estado de S. Paulo, 9/10/1924) Acima, sem data definida, a automotriz parada na plataforma de Vassouras (Foto de cartão postal). Abaixo, automotriz em algum ponto da linha Auxiliar, talvez Governador Portella (Foto do livro de Max Vasconcellos, "As Vias Brasileiras de Comunicação", 1928). Acima, interior da automotriz. Abaixo, planta do carro (Foto e desenho do livro de Max Vasconcellos, "As Vias Brasileiras de Comunicação", 1928). Passavam ainda pela linha os trens de carreira que faziam o trecho Governador Portella-Santa Rita do Jacutinga, com mais horários adicionais aos subúrbios em si. Algumas fontes dão conta que também havia automotrizes do mesmo tipo fazendo o trecho de Governador Portella a Vassouras. (Colaboração: Jorge Alves Ferreira, Juiz de Fora, MG; Fontes: Max Vasconcellos, As vias brasileiras de comunicação, 1928; A Era Diesel na EFCB, Eduardo Coelho e João B. Setti, 1988; Guias Levi, 1932-1972; José E. Buzelin, Carros Budd no Brasil-vol. 1, Memória do Trem, 2002) |
||
|