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VXY Mogiana em MG
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Jundiaí (SPR)
Jundiaí Paulista
Horto
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Tronco CP-1935
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2009
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Cia. Paulista de Estradas de Ferro (1898-1971)
FEPASA (1971-1998)
JUNDIAÍ PAULISTA
Município de Jundiaí, SP
Linha-tronco - km 0,848 (1958)   SP-2164
Altitude: 706,524 m   Inauguração: 01.04.1898
Uso atual: moradia (2016)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: A linha-tronco da Cia. Paulista foi aberta com seu primeiro trecho, Jundiaí-Campinas, em 1872. A partir daí, foi prolongada até Rio Claro, em 1876, e depois continuou com a aquisição da E. F. Rio-Clarense, em 1892. Prosseguiu por sua linha, depois de expandi-la para bitola larga, até São Carlos (1922) e Rincão (1928). Com a compra da seção leste da São Paulo-Goiaz (1927), expandiu a bitola larga por suas linhas, atravessando o rio Mogi-Guaçu até Passagem, e cruzando-o de volta até Bebedouro (1929), chegando finalmente a Colômbia, no rio Grande (1930), onde estacionou. Em 1971, a FEPASA passou a controlar a linha. Trens de passageiros trafegaram pela linha até março de 2001, nos últimos anos apenas no trecho Campinas-Araraquara.
 
A ESTAÇÃO: Em 1898 foi aberta uma estação em Jundiaí, pouco além da estação da SPR, aproveitando-se um prédio já existente no local, para descer e subir apenas os passageiros da Paulista. Este ficava no final dos terrenos das oficinas da ferrovia, hoje ao lado de um dos viadutos da cidade. Por algum tempo, os passageiros de e para Jundiaí passaram a usá-la, deixando a da SPR, a única utilizada até então, somente para baldeação.

Em janeiro de 1907, portanto apenas 9 anos depois, a Paulista anunciava que iria desativar a estação, voltando os serviços a serem desempenhados pela estação da SPR, que, entretanto, continuava a marcar o km zero da Paulista, sendo que o trem rodava pouco mais de 800 m para parar na nova estação. Por isso seu nome, Jundiaí-Paulista.

Um dos últimos chefes da estação conta: "Eu entrei na estação em 1961, e deixei-a como chefe quando me aposentei, em 1978, passando-a para um funcionário que era originário da Sorocabana. Nos anos 1960, era difícil controlar o tráfego ali. Passavam, na época, dezesseis trens de passageiros por dia, nos dois sentidos, fora os de carga. A estação somente abria quando havia algum problema de tráfego ou de manobras na estação de Jundiaí. Se estava tudo normal, não abria. A maior parte das pessoas que nela embarcavam eram funcionários dos escritórios e das oficinas. O último trem da noite, porém, sempre vinha do interior e parava ali. Aí, a estação fechava por duas horas para se fazer a manu-tenção a rede aérea. Eu, então, ficava escrevendo as minhas poesias" (relato de José Costa, abril de 2001).

"Em Jundiahy-Paulista, em 1993, uma máquina se desgovernou e destruiu a fachada norte da mesma. Até ano passado não tinham conser-tado. Eu frequentava muito a cabine de sinalizações que ficava na frente, ela era originalzinha por dentro. Passava horas muito legais lá, fazendo sinais, mudando desvios..." (Rodrigo Cabredo, novembro de 1998).

A estação em 2016 estava desativada e servindo de moradia para um antigo funcionário que cuidava dela como se fosse sua.

CLIQUE AQUI PARA VISUALIZAR A ESTAÇÃO VISTA DO SATELITE
(gentileza Adalberto)


ACIMA: O trem elétrico junto à estação de Jundiaí Paulista em 1929 (www.criticalpast.com). ABAIXO: A estação de Jundiaí-Paulista está junto ao viaduto que pode ser visto sobre a linha. à À esquerda, a linha da Paulista. À direita, numa reta, a linha da Sorocabana, ex-Ytuana, hoje arrancada. Na verdade, muita coisa hoje é diferente. Para pior (Revista Manchete).


ACIMA: (CLIQUE SOBRE A IMAGEM PARA VE-LA MAIOR) As oficinas da Cia. Paulista em Jundiaí, possivelmente anos 1950 (Autor desconhecido).

ACIMA: Em dezembro de 2008, a estação de Jundiaí-Paulista, a locomotiva da MRS, vinda do interior, e a cabine de controle, hoje inútil. E muito mato. Ao fundo, a velha Paulista seguia interior adentro. 800 metros para trás, a estação da Santos-Jundiaí, hoje da CPTM (Fotos Ricardo Koracsony). ABAIXO: Detalhes da velha estação: tudo é bonito. O senhor ali é o seu morador (Foto Teddy del Vacchio, 27/11/2011).
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Rafael Asquini; Teddy del Vacchio; Denis Castro; João Pires Barbosa Filho; Mário Sandrini ; Kenzo Sakaoka; Ricardo Koracsony; Otávio Camargo; Rodrigo Cabredo; José Costa; Filemon Peres; www.criticalpast.com; Cia. Paulista: Relatórios anuais, 1872-1969; Cia. Paulista: Álbum dos 50 anos, 1918; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação em 1918. Foto Filemon Peres

A estação em 1929. Foto www.criticalpast.com

A estação em 1980. Foto João Pires Barbosa Filho

Em 28/08/1996, a estação de Jundiaí-Paulista. Foto Ralph M. Giesbrecht

Em 28/08/1996, a estação de Jundiaí-Paulista. Foto Ralph M. Giesbrecht

Em 28/08/1996, a estação de Jundiaí-Paulista. Foto Ralph M. Giesbrecht

Em janeiro de 2001, a estação sobrevive como moradia. Foto Kenzo Sakaoka

Em 28/08/1996, a estação de Jundiaí-Paulista. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação, em 2002. Foto Mário Sandrini

Cabine da estação, em 2002. Foto Mário Sandrini

A estação em 15/05/2005. Foto Otávio Camargo

Estação de Jundiaí-Paulista, em dezembro de 2008. Foto Ricardo Koracsony


A estação em 27/3/2011. Foto Denis Castro

A estação em 1/6/2016. Foto Rafael Asquini
 
     
Atualização: 15.06.2017
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.