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VXY Mogiana em MG
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No ramal de Jaú
(1887-1941):
Banharão-velha
Jaú-velha
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No ramal de Jaudourado (1957-1964):
Pacheco
Jaú-velha
Jaú
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ramal de Jaú - 1910

IGGSP-1928
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2008
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Cia. Rio-Clarense (1887-1888)
Rio Claro Railway (1888-1892)
Cia. Paulista de Estradas de Ferro (1892-1964)
JAÚ-VELHA
Município de Jaú, SP
Ramal de Jaú - km 100,390   SP-0545
Altitude: 535,134 m   Inauguração: 19.02.1887
Uso atual: demolida em 1973   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1910 (já demolido)
 
 
HISTORICO DA LINHA: O chamado tronco oeste da Paulista, um enorme ramal que parte de Itirapina até o rio Paraná, foi constituído em 1941 a partir da retificação das linhas de três ramais já existentes: os ramais de Jaú (originalmente construído pela Cia. Rio-clarense e depois por pouco tempo de propriedade da Rio Claro Railway, comprada pela Paulista em 1892), de Agudos e de Bauru. A partir desse ano, a linha, que chegava somente até Tupã, foi prolongada progressivamente até Panorama, na beira do rio Paraná, onde chegou em 1962. A substituição da bitola métrica pela larga também foi feita progressivamente, bem como a eletrificação da linha, que alcançou seu ponto máximo em 1952, em Cabrália Paulista. Em 1976, já com a linha sob administração da FEPASA, o trecho entre Bauru e Garça que passava pelo sul da serra das Esmeraldas, foi retificado, suprimindo-se uma série de estações e deixando-se a eletrificação até Bauru somente. Trens de passageiros percorreram a linha até fevereiro de 2001.
 
A ESTAÇÃO: A estação original de Jaú foi construída pela E. F. Rioclarense em 1887, como ponta da linha do então ramal de Jaú.

No final de 1900, a diretoria da CP decidiu-se pelo alongamento do ramal até um ponto tal que "pudesse o mesmo ser levado para servir Bocaina e Bariry" (O Estado de S. Paulo, 1/1/1901). Tal nunca aconteceu, pois quem fez essa ligação acabou sendo a E. F. do Dourado, em 1910 - muito provavelmente com aquiescência da Cia. Paulista.

Em 1910, o prédio original foi substituído por um novo, igual ao da futura estação de Piracicaba, que seria inaugurada em 1922.

Em 1/6/1939, a estação foi ligada à antiga estação de Jaú-Dourado, da E. F. do Dourado, permitindo que os passageiros e cargas das duas ferrovias pudessem fazer a baldeação diretamente nas estações.

A estação de Jaú permaneceu como ponta do ramal até sua desativação, em 15/11/1941, com a retificação do trecho Itirapina-Bauru, quando Jaú passou a fazer parte do tronco oeste, e a inauguração de uma nova estação.

Portanto, enquanto Jaú-nova sempre foi parte do tronco, Jaú-velha sempre foi apenas ponta de um ramal. Depois disso, a velha estação ficou desativada de 1940 a 1957, quando passou a ser utilizada como estação terminal do ramal de Jaú-dourado, com a demolição da velha estação da Douradense, nesse mesmo ano. A Paulista havia adquirido a outra ferrovia oito anos antes, e não se justificavam três estações na cidade, já que Jaú-nova funcionava normalmente, mas fora da área urbana de então.

Jaú-velha
acabou por ser demolida em 1973, nove anos depois da desativação do ramal de Jaú-dourado, em 1964. No seu lugar se construiu a estação rodoviária da cidade.

Entre 1941 e 1957, quando Jaú tinha três estações, Jaú-nova, Jaú-velha, desativada e Jaú-dourado, as três estavam ligadas para facilitar a movimentação de trens entre uma estação e outra. A linha métrica passava pela estação de Jaú-dourado, daí seguia para Jaú-velha, cerca de 500 metros mais à frente, e daí, aproveitando um pequeno pedaço da antiga linha métrica do extinto ramal de Jaú, seguia pela atual avenida Zezinho Magalhães, passando por dois armazéns ferroviários que existem até hoje, e, logo que passava à frente da casa do Conde de Pinhal, desviava-se para a esquerda (por uma "alça" construída em 1941 para esse fim) e alcançava a estação nova, a cerca de 500 metros naquela direção.

"Outro dia mostrei para um cliente de Jaú as fotos do último trem que correu na Dourado. O meu colega quase chorou de emoção, pois na sua juventude, com os amigos, ele pegava carona no último carro do trem naquela curva onde hoje há um supermercado (não me lembro do nome) e se recordou dos capotes que levou. Segundo ele, o trem passava lá em baixa velocidade, o que facilitava subir no carro" (Hermes Y. Hinuy, 2002).

(Veja também JAÚ e JAÚ-DOURADO)

CLIQUE AQUI PARA VISUALIZAR O LOCAL DA ANTIGA ESTAÇÃO VISTO DO SATELITE

ACIMA: Era prevista uma ligação da estação de Jaú da Paulista com o ramal de Agudos. Jaú deixaria de ser ponta de um curto ramal e se ligaria a um ramal mais longo, o que era vantagem. Tal, entretanto, somente ocorreu em 1941, vinte e cinco anos mais tarde (O Estado de S. Paulo, 3/3/1916).

ACIMA: A chegada do trem na estação de Jaú em 1910. A revista que publicou esta fotografia fê-lo no mês de fevereiro desse ano. A estação parece ser ainda a estação construída pela Rioclarense. (Foto A Lua, fevereiro de 1910). ABAIXO: A estação velha de Jaú por volta de 1900. (Cartão postal).
(Fontes: Ralph Giesbrecht, pesquisa local; Edson Castro; Alberto del Bianco; Hermes Y. Hinuy; O Estado de S. Paulo, 1901 e 1916; A Lua, 1910; Cia. Paulista: relatórios anuais, 1892-1970; Mapas - acervo R. M. Giesbrecht)
     

Jaú original (Rio-clarense), sem data, cedida por Edson Castro

Jaú original (Rio-clarense), sem data, cedida por Edson Castro

Jaú-velha, construída pela CP nos anos 1910 no lugar da original, ainda da Rio-clarense. Cedida por Alberto Del Bianco

Jaú-velha - cedida por Alberto Del Bianco

No centro da foto da cidade, a estação de Jaú-velha, ainda de pé. Foto de 1971, cedida por Edson Castro
 
     
Atualização: 27.05.2017
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.