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Nova Nipônia
Lussanvira
Ilha Seca
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ramal de Lussanvira-1950

OESP - 1928
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ESTIVE NO LOCAL: NÃO
ESTIVE NA ESTAÇÃO: NÃO
ÚLTIMA VEZ: S/D
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E. F. Noroeste do Brasil (1910-1961)
LUSSANVIRA
Município de Pereira Barreto, SP
Linha-tronco original - km 386,325 Ramal de Lussanvira - km 106,750   SP-1464
Altitude: 296 m   Inauguração: 13.05.1910
Uso atual: submersa   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d (já desaparecido)
 
 
HISTORICO DA LINHA: O ramal de Lussanvira, era parte do tronco da Noroeste até pelo menos 1940, quando a variante mais ao sul foi terminada, ligando Araçatuba a Jupiá. O trecho foi abandonado por passar por uma zona de malária muito intensa, onde prevalecia o impaludismo, causando problemas para os ferroviários e moradores da região. Nesse ano, o trecho entre Lussanvira e Jupiá foi suprimido, pois era o que apresentava piores condições para tráfego e povoamento. Em 1961, o ramal foi definitivamente extinto e todo o trecho junto a Lussanvira, incluindo a própria estação, foi submergido pela construção da represa de Três Irmãos.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Lussanvira foi aberta no tronco da Noroeste em 1910. Era originalmente um prédio de madeira, com piso elevado em relação ao chão, provavelmente para o caso de enchentes.

Mais tarde, construiu-se um prédio de alvenaria, talvez já nos anos 1920.

Em 1941, mais precisamente em 20 de
janeiro, a estação passou a fazer parte do ramal de Lussanvira, como estação terminal, dando a estação o nome ao ramal.

Em 29/4/1947, passou também a funcionar uma agência telegráfica da ferrovia em Pereira Barreto, a 6 km desta estação.

A
estação foi desativada em 1961 com o ramal.

A estação ainda estava de pé, em completo abandono, em 1980, segundo uma reportagem de jornal da época (OESP, 1/10/1980).

Em 1990, toda a região foi submergida pela represa de Três Irmãos, incluindo a estação de Lussanvira. A placa da estação foi levada para Pereira Barreto. Em 1997, um filme brasileiro mostrava a estação de Lussanvira, mas montada na estação de Anhumas, em Campinas, da ABPF...


ACIMA: Anúcio de jornal oferecendo terras em Lussanvira em 1942. Veja no desenho o trem chegando no canto direito pelos trilhos do ramal da Noroeste. O local era o fim do mundo na época (Folha da Manhã, 26/2/1942). ABAIXO: Vagões de toras de madeira no pátio de Lussanvira (provavelmente anos 1950 - Acervo Prefeitura Municipal de Lussanvira).

O que significa Lussanvira? É nome guarani? Não: quando o Dr. Sampaio Corrêa dirigiu a construção final da linha de Araçatuba ao Itapura (1908-10), quis comemorar numa estação a cooperação dos seus auxiliares, engenheiro Ludgero Dolabela, Roberto Sanson, Vitorino Avila e Pereira Travassos e deliberou formar o nome da referida estação com uma sílaba de cada nome: Lu (LUDGERO), San (SANSON), VI (VITORINO) e RA (PEREIRA). Deu Lussanvira.
AO LADO: Como surgiu o nome de Lussanvira (Luiz de Sá Carvalho).
ACIMA: Mapa da região de Lussanvira em 1967. Hoje, com a abertura da barragem de Três Irmãos rio acima, a vila está submersa. Realmente, a distância para a cidade de Pereira Barreto era pequena, e havia uma ponte rodoviária para atingir a cidade a partir da estação. A cidade está junto à margem sul do Tietê e a estação na sua ponta leste - assinalada como "antiga estação da NOB" (Acervo do IBGE-SP). ABAIXO: Mesmo em escala menor, é fácil verificar que toda a área do bairro de Lussanvira está debaixo d'água em 2009. Basta comparar as duas linhas amarelas que convergem em "v" na cidade de Pereira Barreto, acima, com as duas ruas que já convergiam em 1967 e davam acesso à ponte que também desapareceu (Google Maps, 9/9/2009).

TRENS - De acordo com os guias de horários, os trens de passageiros pararam nesta estação de 1910 a 1962. Ao lado, saiba mais sobre o ramal de Lussanvira - clique sobre a foto ao lado para ver mais detalhes. Veja aqui horários em maio de 1941 (Guias Levi).

ACIMA: Ainda se vendiam terras na estação de Lussanvira em 1936 (O Estado de S. Paulo, 20/2/1936).



À ESQUERDA: Em 1952, existia uma jardineira que ligava a estação de Lussanvira, ao sul do rio Tietê, ao centro do município, ao norte do rio, atravessando a antiga ponte que lá havia. O prefeito queria retirá-la. (O Estado de S. Paulo, 10/10/1952).
(Fontes: Hermes Y. Hinuy; Fernando da Silva Rodrigues; Marcelo Tallamo; Acervo Prefeitura Municipal de Lussanvira; Museu Histórico de Bastos; Acervo Museu Imperial de Petropolis; Luiz de Sá Carvalho: Rumando para o Oceano Pacifico, FCESP, 1942; Google Maps; Folha da Manhã, 1942; O Estado de S. Paulo, 1928, 1936, 9/1/1941, 1952 e 1980; E. F. Noroeste: relatórios anuais, 1937-54; ABPF-SP; IBGE-SP; Mapas - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A primeira estação de Lussanvira era de madeira. Foto sem data, provavelmente anos 1910. Acervo Museu Imperial de Petropolis

Aspecto da cidade, provavelmente anos 1940. Acervo Fernando da Silva Rodrigues e Marcelo Tallamo

Aqui, a estação de Lussanvira aparece ao fundo, provavelmente nos anos 1960. Acervo Fernando da Silva Rodrigues e Marcelo Tallamo

A estação, provavelmente anos 1950. Acervo Museu Histórico de Bastos, SP, cedida por Hermes Y. Hinuy
   
     
Atualização: 22.08.2017
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.