A B C D E
F G H I JK
L M N O P
Q R S T U
VXY Mogiana em MG
...
Cel. Pereira Lima
Guajuvira
Salles Oliveira
...

ramal de Igarapava-1935

IBGE-1956
...
ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2000
...
 
Cia. Mogiana de Estradas de Ferro (1900-1971)
FEPASA (1971-1979)
GUAIUVIRA
Município de Salles Oliveira, SP
Ramal de Igarapava - km 39,196   SP-1986
Altitude: 565 m   Inauguração: 01.06.1900
Uso atual: moradia (2012)   sem trilhos
Data de construção do prédio atual: 1900
 
 
HISTORICO DA LINHA: O ramal de Igarapava foi aberto em seu primeiro trecho, em 1899, até Jardinópolis, a partir do local em que seria construída a estação de Entroncamento, um ano depois. Em 1905, chegou a Igarapava, então ainda Santa Rita do Paraizo. Em 1914, atingiria a linha do Catalão, já em Minas Gerais, pouco antes de Uberaba. O ramal atravessava as melhore terras de café do norte do Estado. Em fevereiro de 1979 foi fechado para cargas, e em 10/05/1979 para os trens de passageiros, e substituído pela variante Entroncamento-Amoroso Costa, que correria mais a oeste da linha velha e se tornaria então a continuação do tronco retificado da ex-Mogiana. Os trilhos foram retirados por volta de 1986, sobrando apenas as velhas estações, abandonadas ou com outras funções.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Guayuvira (também chamada de Guajuvira) foi inaugurada em 1900.

Em maio de 1959, foi instalado na estação um equipamento para britagrem de pedras.

Fechada definitivamente em 1979, com o novo traçado da linha, ficou perdida na entrada de um vilarejo de poucos e pequenos sítios, no meio de um canavial.

Segundo Vicente Alves Pereira, existiam a cerca de dois quilômetros à frente da estação dois desvios, cada um de cerca de 1.500 metros, que davam acesso à pedreira de Guaiuvira, da Cia. Mogiana, onde ele trabalhou. Um portador da estação ia com a composição que recolhiam material na pedreira, até a chave que manobrava a mesma para os desvios. Elas carregavam, e o portador, depois de aguardar, voltava com ela até a estação.

A estação estava abandonada em 2000, bem como a pedreira.

"Meu avô foi telegrafista da Mogiana na década de 1910, quando conheceu minha avó que morava em Guaiuvira, nas casas em frente à estação. A família dela lá estava desde pelo menos 1840. Passei muito tempo com os trens na estação, ainda sinto o cheiro do vapor e do aço quente. Esta estação chegou a ter um restaurante, uma farmácia, um bar, uma hospedaria e uma selaria, além da agência do correio, e foi um lugar muito movimentado" (Sérgio Terra, 03/2003).

Em agosto de 2012, a estação, restaurada, já era "a sede de um pequeno sítio. Local muito calmo e um pouco afastado da civilização. Sempre passei na frente dela e nem havia reparado quando a pessoa que me acompanhava me disse que havíamos passado uma estação. Parei, dei ré e a encontrei. Em volta ainda há alguns pequenos sítios com gado manso e muita verdura" (Rodrigo Cabredo, 4/8/2012).

CLIQUE AQUI PARA VISUALIZAR A ESTAÇÃO VISTA DO SATELITE (gentileza Francisco Rezende)


ACIMA: Esquema do pátio de Guajuvira em novembro de 1968 (Clique sobre a figura para ter maiores informações) (Acervo Museu da Companhia Paulista, Jundiaí, SP - Reprodução Caio Bourg).

AO LADO: Desastre em Guajuvira (O Estado de S. Paulo, 29/1/1915).
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht - pesquisa local; Rodrigo Cabredo; Sérgio Terra; Caio Bourg; O Estado de S. Paulo, 28/6/1959 e 2015; Cia. Mogiana: Álbum, 1910; Museu da Companhia Paulista, Jundiaí, SP; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

A estação no início do século XX. Album da Mogiana


A velha estação, ao fundo, em 29/01/2000. Foto Ralph M. Giesbrecht


A estação de Guaiuvira, em 29/01/2000. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação, lado da plataforma, em 29/01/2000. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em agosto de 2012. Foto Rodrigo Cabredo
 
     
Atualização: 26.06.2017
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.