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Q R S T U
VXY Mogiana em MG
Ramal de São Paulo
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Engenheiro Neiva
Lorena
Cannas
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Saída para o ramal de Piquete (1906-c. 1985): Ponte Paraíba
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ram. S. Paulo EFCB-1950
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ESTIVE NO LOCAL: SIM
ESTIVE NA ESTAÇÃO: SIM
ÚLTIMA VEZ: 2008
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E. F. do Norte (1877-1889)
E. F. Central do Brasil (1889-1975)
RFFSA (1975-1998)
LORENA
Município de Lorena, SP
Ramal de São Paulo - km 280,604   SP-0548
Altitude: 524 m   Inauguração: 08.07.1877
Uso atual: Casa do Artesão (2004)   com trilhos
Data de construção do prédio atual: n/d
 
 
HISTORICO DA LINHA: Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as 2 linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cacheoira-Taubaté) e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA. O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998, o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde 1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e no trecho D. Pedro II-Japeri, no RJ.
 
A ESTAÇÃO: A estação de Lorena foi aberta no mesmo dia em que se encontraram as estradas de ferro do Norte e Dom Pedro II, na estação seguinte, em Cachoeira.

De 1906 até os anos 1980, a estação servia também como ponto de partida do ramal de Piquete, que seguia para essa cidade.

Também saía desta estação o ramal particular da Societé de Sucrerie, com 7,2 km de extensão.

Em 2001 estava abandonada, mas sempre com um funcionário sentado numa cadeira de plástico na plataforma, sem nenhuma infra-estrutura de apoio, aguardando o sinal para os trens cargueiros que passam.

A estação foi reformada pela Prefeitura e entregue pronta no final de 2004, para abrigar a Casa do Artesão. Os trilhos que saíam pela parte da entrada foram arrancados e em no lugar foi construída uma praça. Pena que estes trilhos eram o que haviam sobrado do ramal de Piquete.

1927
AO LADO: Assalto ao trem em Lorena (O Estado de S. Paulo, 3/2/1927).
1931
AO LADO: Acidente em Lorena (O Estado de S. Paulo, 5/11/1931).
1933
AO LADO: Reparos na estação (O Estado de S. Paulo, 16/8/1933).
1934
AO LADO: Desastre e morte na estação (O Estado de S. Paulo, 15/6/1934).

ACIMA: Fotografia aérea de Lorena, provavelmente ano de 1939. As setas indicam: amarela - usina da Sucrerie; vermelha - estação ferroviária de Lorena; azul - triângulo de reversão do ramal de Piquete (Foto provavelmente do acervo do Instituto Geográfico e Geológico da USP).

ACIMA: Estação e pátio nos anos 1930 (Autor desconhecido).

ACIMA: O trem passa por Lorena (Autor e data desconhecidos).

ACIMA: Duas composições prontas para sair: a da esquerda, para Piquete; a da direita, no ramal de São Paulo (AUTORES E DATAS DESCONHECIDAS).
ACIMA: Lorena, 1953, na plataforma com (provavelmente) o DP-1 (Acervo Elcio Molinari).

ACIMA: Comboio da MRS passa pela estação de Lorena em 2015 (Foto Marco Giffoni).

(Fotos: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Fernando Marietan; Elcio Molinari; Marco Giffoni; Nelson Correa; Renato Philippini; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação, 1928; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
     

Estação de Lorena, sem data. Foto cedida por Marco Giffoni

O trem de passageiros ao lado da estação, anos 1940. Foto cedida por Marco Giffoni

A estação, nos anos 1970. O trilho que saía para a esquerda era o início do ramal de Piquete. Foto cedida por Marco Giffoni

A estação em 04/08/2001. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação em 04/08/2001. Foto Ralph M. Giesbrecht

A estação abandonada de Lorena, em março de 2001. Foto Marco Giffoni

A estação parcialmente recuperada em 30/09/2002. Foto Nelson Correa

A estação parcialmente recuperada em 30/09/2002. Foto Nelson Correa

A estação em final de reforma definitiva pela Prefeitura em 18/02/2004. Foto Renato Philippini

A estação reformada, em 06/2005. Foto Marco Giffoni

A estação em 6/7/2014. Foto Fernando Marietan
 
     
Atualização: 22.06.2018
Página elaborada por Ralph Mennucci Giesbrecht.